sexta-feira, 25 de maio de 2012
voltando ao agente laranja...
sábado, 19 de maio de 2012
Ligação entre Parkinson e agrotóxicos é oficialmente reconhecida na França

Por Angela Bolis
Do Le Monde*
A tomada de consciência dos efeitos dos agrotóxicos sobre a saúde dos agricultores - em que reinava até agora a lei do silêncio - está apenas começando a emergir e a dar os seus frutos.
Alguns dias mais tarde, já eram dezenas de produtores a se manifestar no Salão da Agricultura, em frente à estante da União das Indústrias da Proteção das Plantas (UIPP). Suas reivindicações: a classificação de doenças relacionadas ao uso de pesticidas em doenças ocupacionais e a retirada de produtos perigosos.
No dia 30 de abril, foi outra decisão, aquela da Comissão de Indenização das Vítimas de Infração (Civi) de Epinal, que veio trazer água para o moinho: naquele dia, o Estado foi condenado a indenizar um produtor de grãos de Meurthe-et-Moselle que sofre de uma síndrome mieloproliferativa. Inicialmente reconhecida como doença profissional, a patologia foi então associada pela Civi ao uso de produtos que continham especialmente benzeno.
Um decreto “ansiosamente aguardado”
Nesta paisagem que lentamente começa a evoluir, o decreto sobre o reconhecimento do Mal de Parkinson foi, portanto, “ansiosamente aguardado”, observa Guillaume Petit. O agricultor pertence à Associação de Fitovítimas, criada em março de 2011, e com a qual Paul François foi um dos primeiros a quebrar o silêncio, atacando a Monsanto. Ele esperou quatro anos para ter sua doença reconhecida como doença ocupacional. “Quantos veem seu pedido negado? Quantos inclusive chegam a abandoná-lo devido às dificuldades?”, perguntou após a criação desta Associação.
A inclusão do Mal de Parkinson nas listas de doenças ocupacionais do sistema agrícola facilitará, portanto, os esforços para os agricultores em quem esta doença será diagnosticada em menos de um ano após a utilização dos pesticidas - o texto não especifica quais. “É um reconhecimento oficial que já é importante em termos simbólicos”, observa Guillaume Petit. “Mas também é um caminho para o agricultor ser apoiado financeiramente, no caso de incapacidade de continuar trabalhando”.
Em 10 anos, cinco doenças ligadas aos pesticidas são reconhecidas
Até agora, de acordo com Yves Cosset, médico do trabalho e assistente nacional de saúde do Mutual de Saúde dos Agricultores (MSA), apenas 20 casos do Mal de Parkinson foram relatados aos comitês de reconhecimento de doenças ocupacionais em uma década. Dez foram aceitos e outros 10 rejeitados. No mesmo período, apenas quatro ou cinco casos da doença foram oficialmente reconhecidos como causados por pesticidas.
No total, são 4.900 doenças que são reconhecidas a cada ano como doenças profissionais entre os agricultores. Mais de 90% são TMS (distúrbios osteomusculares); os demais casos estão relacionados principalmente aos animais e ao pó de madeira ou amianto, de acordo com Yves Cosset.
Nas listas de doenças ocupacionais do sistema agrícola, há, por exemplo, a doença de Lyme – causada por carrapatos –, tétano ou hepatite. Mas também algumas doenças relacionadas aos produtos fitossanitários. É particularmente citado, desde 1955, o arsênico, responsável por vasta gama de doenças – irritação, intoxicação ou câncer. Ou ainda o benzeno, classificado como cancerígeno, e o pentaclorofenol (PCP), proibido como pesticida desde 2003.
Mas, lembra Yves Cosset, “estas listas estão evoluindo com o conhecimento da ciência. No entanto, a maioria das doenças relacionadas aos pesticidas vai ocorrer em intervalos diferentes, dez, vinte, até trinta anos após o início da sua utilização. Na medicina do trabalho, começou-se a falar do amianto na década de 1960 e este produto só foi mencionado nestas listas em 1998 para os cânceres. Por conseguinte, não é de excluir que outras doenças possam surgir e sejam reconhecidas em anos futuros...”.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Burkina Faso abandona o algodão transgênico
sábado, 28 de abril de 2012
letalidade do glifosato para vertebrados
Data: 27 de abril de 2012 12:47
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POR UM BRASIL ECOLÓGICO,
LIVRE DE TRANSGÊNICOS E AGROTÓXICOS
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Número 582 - 27 de abril de 2012
Mais evidências da letalidade do glifosato para vertebrados
Car@s Amig@s,
O Departamento de Herpetologia da Sociedade Científica Arazandi, no País Basco, analisou os efeitos do herbicida glifosato (ingrediente ativo do Roundup, da Monsanto, usado nas lavouras transgênicas Roudup Ready - RR), sobre espécies de anfíbios que ocorrem na Europeus. Os resultados não deixam margem para dúvidas: doses menores do que as recomendadas pelos fabricantes produzem uma mortalidade absoluta para as 10 espécies estudadas.
O glifosato é um dos herbicidas mais empregados no mundo e a Organização Mundial de Saúde o classifica como levemente tóxico para humanos. No Brasil, várias das formulações registradas a base de glifosato têm classificação toxicológica IV (Pouco Tóxico), e a maioria delas tem classificação ambiental III, numa escala de I a IV em que I representa o maior perigo para o meio ambiente e IV o menor. Existe, entretanto, uma crescente controvérsia a respeito da segurança do produto tanto para a saúde como para o meio ambiente.
Em 2010, a revista Chemical Research in Toxicology [1], da Sociedade Americana de Química (ACS, na sigla em inglês), publicou a pesquisa de Andrés Carrasco, chefe do Laboratório de Embriologia Molecular da Universidade de Buenos Aires (UBA), intitulada "Herbicidas a base de glifosato produzem efeitos teratogênicos em vertebrados interferindo no metabolismo do ácido retinoico". Durante 30 meses os pesquisadores estudaram o efeito do glifosato em embriões de anfíbios e os resultados demonstraram deformações produzidas pelo veneno em concentrações até 5 mil vezes menores do que as do produto comercial (500 vezes menores do que as utilizadas na agricultura).
No novo estudo realizado ao longo de três anos no País Basco os resultados ecotoxicológicos mostram que as doses recomendadas por distintos fabricantes superam amplamente as concentrações toleradas pelas espécies analisadas.
Os estudos mostraram também que em doses menores que as letais, que não produzem mortalidade no curto prazo, no longo prazo podem também afetar a biologia e o comportamento dos anfíbios, bem como seu crescimento, estado de saúde ou capacidade de escapar de predadores.
Em sua nota à imprensa [2], a Sociedade Científica Arazandi afirma que "não resta a menor dúvida de que o glifosato afeta negativamente os ecossistemas naturais, sobretudo os meios aquáticos, onde tende a acumular-se. Nestes ambientes seu efeito é multiplicado, já que o produto afeta toda a cadeia trófica, tanto nos níveis basais, eliminando o fitoplâncton que nutre muitos organismos, como animais maiores, como peixes e anfíbios".
Outro estudo recente, publicado este mês na revista científica Ecological Applications [3], também aponta que o glifosato é capaz de provocar deformidades em anfíbios.
Rick Relyea, professor de ciências biológicas e diretor do laboratório de ecologia da Universidade de Pittsburgh, nos EUA, que há duas décadas estuda ecologia e ecotoxicologia, conduziu uma vasta pesquisa sobre a toxicidade do Roundup a anfíbios (alguns de seus estudos foram criticados pela Monsanto, e as respostas do pesquisador estão publicadas em sua página, no site da Universidade [4]). Em seu último estudo, Relyea colocou grandes tanques de água ao ar livre contendo muitos dos componentes de áreas úmidas naturais. Alguns tanques continham predadores presos em gaiolas, que produzem substâncias químicas que naturalmente induzem mudanças na morfologia dos girinos (como caudas maiores para melhor escapar dos predadores). Depois de colocar os girinos em cada tanque, o pesquisador os expôs a uma gama de concentrações de Roundup.
Os dados mostraram que exposição a doses sub-letais do herbicida causou o crescimento anormal das caudas dos girinos. "Não foi uma surpresa ver que o cheiro de predadores na água induziu o aumento do tamanho das caudas dos girinos", declarou Relyea. "Isso é uma resposta adaptativa normal. O que nos chocou foi que o Roundup induziu as mesmas mudanças. Mais ainda, a combinação de predadores e Roundup levou o tamanho das caudas a ficar duas vezes maior".
Segundo Relyea, este é o primeiro estudo a mostrar que um agrotóxico é capaz de induzir mudanças morfológicas em um vertebrado animal.
"Predadores provocam mudanças no formato das caudas de girinos ao alterar seus hormônios relacionados ao stress", disse Relyea. "As mesmas mudanças de formato verificadas em função da exposição ao Roundup sugerem que o herbicida pode interferir nos hormônios dos girinos e, potencialmente, de muitos outros animais."
Segundo Relyea, "A descoberta é importante porque anfíbios servem não somente como um barômetro da saúde dos ecossistemas, mas também como um indicador dos perigos potenciais para outras espécies na cadeia alimentar, incluindo os humanos".
No Brasil o uso do glifosato aumentou exponencialmente após a introdução das lavouras transgênicas. Segundo dados divulgados pela Anvisa, o uso do glifosato no Brasil entre 2003 e 2009 saltou de 57,6 mil para 300 mil toneladas.
O produto também está entre os 14 ingredientes ativos que a Anvisa colocou em reavaliação toxicológica em 2008. Nesses processos de reavaliação, caso a análise das novas evidências científicas confirmem a insegurança do produto, os órgãos registrantes podem determinar a alteração da classe toxicológica, impor restrições de uso ou de comercialização, ou até mesmo cancelar o registro. Mas a reavaliação do glifosato até hoje não foi concluída.
[1] http://pubs.acs.org/doi/abs/10.1021/tx1001749
[3] http://www.esajournals.org/doi/abs/10.1890/11-0189.1
[4] http://www.pitt.edu/~relyea/Site/Roundup.html
Com informações de:
- "El glifosato: letal para los anfibios del País Vasco" – Baserri Bizia, 01/02/2012.
- Roundup causes deformities in a vertebrate – GMWatch, 04/04/2012.
- New Study Is First to Show That Pesticides Can Induce Morphological Changes in Vertebrate Animals, Says Pitt Researcher – University of Pittsburgh News, 30/03/2012.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
feijão transgênico
Cientistas brasileiros desenvolvem o feijão transgênico
A novidade desencadeou uma polêmica entre os cientistas - e só poderá chegar aos supermercados se for autorizada pelo governo.
A Embrapa desenvolveu uma semente modificada geneticamente para produzir um dos alimentos mais consumidos pelos brasileiros. A novidade desencadeou uma polêmica entre os cientistas - e só poderá chegar aos supermercados se for autorizada pelo governo.
É sabor que está no prato do brasileiro.
"Cresci comendo feijão e vou morrer comendo feijão", diz um rapaz.
O Brasil é o maior consumidor de feijão do mundo e agora, cientistas da Embrapa criaram uma nova planta resistente ao vírus do mosaico dourado, transmitido pela mosca branca - o terror dos produtores de feijão.
Para criar a semente transgênica, foi colocado um pedaço do gene do vírus em uma célula da planta. A célula modificada ativa as defesas do feijão e assim, a semente já nasce pronta para impedir a contaminação pelo vírus.
Em uma plantação atacada pela mosca branca, é possível ver a diferença:
as plantas transgênicas não são afetadas - as convencionais, ficam doentes e param de produzir. Hoje, a única forma de combater a praga é com inseticida.
Os pesquisadores afirmam que os testes feitos com animais provam que o feijão transgênico é seguro para consumo humano e mantém o valor nutritivo do feijão convencional.
"Mesmo teor de ferro, proteína, de vitaminas que são encontrados no feijão convencional. O sabor também é exatamente o mesmo", afirma o pesquisador da Embrapa Francisco Aragão.
Mas o Conselho de Segurança Alimentar, que assessora a Presidência da República, não se convenceu.
"O que está se pedindo é que mais testes sejam realizados e na opinião de especialistas os apresentados não são suficientes", aponta Renato Maluf, presidente do Consea.
A decisão sobre permitir ou não a venda do feijão transgênico é da CTNBio, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança e deve sair ainda este mês. Ate lá continua a queda de braço entre os grupos a favor, e contra esse tipo de feijão modificado.
Organizações não-governamentais acham que faltam garantias para a saúde do consumidor.
"O feijão, nós estamos falando da lavoura direto para a mesa do brasileiro e aí quais são as consequências de consumir algo que é geneticamente modificado e nós não temos estudos a médio e longo prago que nos garantam a segurança alimentar", diz Sérgio Sauer, da ONG Terra de Direitos.
Um biólogo da Universidade de Brasília diz que não ha motivo para o receio.
"O feijão é processado, é cozido pra ser consumidor, e o próprio cozimento é um processo que inativa muitos tipos de produtos. E não existe nenhum risco para o consumo humano", garante o biólogo Renato Oliveira Rezende.
Certo mesmo, é que feijão não pode faltar.
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Um grande abraço,
Cláudio Lima - Terapeuta Naturalista
www.reformadesaude.org
Shalom!
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Ellen G.White