Tahiti
Mistura de Lima da Pérsia com Limão Cravo

CHYMOSINS FROM GENETICALLY MODIFIED MICROORGANISMS
CHYMOSINS A AND B FROM GENETICALLY
MODIFIED MICROORGANISMS
First draft prepared by Dr F.S.D. Lin,
Division of Toxicological Review and Evaluation
Center for Food Safety and Applied Nutrition,
US Food and Drug Administration
1. EXPLANATION
Chymosins A and B derived from genetically modified
microorganisms have not been previously evaluated by the Joint
FAO/WHO Expert Committee on Food Additives.
Chymosin, commonly known as rennin, is the principal milk-
coagulating enzyme present in rennet. Rennet, which has a long and
extensive history of safe use in making cheese and other dairy
products, is commercially prepared by aqueous extraction of dried
fourth stomach of unweaned calves. The aqueous extract contains a
chymosin precursor, prochymosin, which is subsequently converted to
enzymatically active chymosin. Commercial preparations of calf
rennet contain two forms of chymosin, A and B, usually in the
proportion of about 40% of A and 60% of B. Health aspects of rennet
as a food ingredient were reviewed and evaluated at the fifteenth
meeting of the Joint FAO/WHO Expert Committee on Food Additives in
1972 (Annex 1, reference 26).
Biochemically, chymosin (IUB No. 3.4.4.3) is a protein
consisting of a single polypeptide chain of 323 amino acids with
intramolecular disulfide linkages. Chymosins A and B have been
shown to differ only by one amino acid in the polypeptide chain; the
former has an aspartic acid residue at position 286, whereas the
latter has a glycine residue at the same position.
Chymosin is produced intracellularly as preprochymosin.
Preprochymosin is shortened by 16 amino acids during secretion and
appears in the stomach as prochymosin, which, in turn, is activated
to chymosin by cleavage of an additional 42 amino acids.
As a proteolytic enzyme, chymosin hydrolyses a specific bond in
kappa-casein of milk, cleaving it into two peptides, para-kappa-
casein and a macropeptide. In milk, kappa-casein acts as a micelle
stabilizer. After this activity is destroyed by chymosin, milk
coagulation occurs. Chymosin A slightly exceeds chymosin B in
proteolytic activity, whereas chymosin B is more stable at low pH
(< 3.5) than chymosin A.
In recent years recombinant DNA technology has made it possible
to obtain calf chymosin as a fermentation product from
nontoxicogenic and nonpathogenic strains of bacterium, yeast or
filamentous fungus, which have been transformed with a plasmid
vector containing a DNA sequence coding for the chymosin precursor.
Available biochemical evidence has established that the transferred
prochymosin sequence can be expressed correctly in the new host
organisms. The prochymosin product has the same molecular weight as
prochymosin found in calf rennet and it can be cleaved into chymosin
that has the same chemical, physical and functional (enzymatic)
properties as its mammalian counterpart.
The three recombinant chymosins that were reviewed in this
monograph, as well as their respective production organisms are
identified below:
(1) chymosin A from Escherichia coli K-12
(2) chymosin B from Kluyveromyces lactis, and
(3) chymosin B from Aspergillus niger var. awamori.
1.1 Chymosin A produced from Escherichia coli K-12 containing
calf prochymosin A gene
Em artigo enviado ao Jornal da Ciência e publicado em 22 de dezembro de 2014, o Dr. Nagib Nassar (UnB) defende decisão da Embrapa de não liberar o feijão transgênico e contesta posição da CTNBio (http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br/6-o-feijao-transgenico-decisao-e-licoes/) . Sua posição é diametralmente oposta à da maioria dos cientistas que se debruçaram sobre a avaliação de risco deste feijão (evento EMBRAPA 5.1) e que está resumidamente exposta emhttp://bch.cbd.int/database/attachment/?id=13795 . A seguir rebato, parágrafo por parágrafo, o texto do Nagib enviado ao Jornal da Ciência (SBPC), que já havia publicado outro texto sobre o assunto, de autoria do Dr. Walter Colli, com o qual me alinho inteiramente. Também publiquei aqui uma carta do Dr. Luiz Antônio Barreto de Castro, protestando contra novos atrasos na liberação comercial efetiva deste feijão. **************************************************** Nagib: Numa decisão inédita, corajosa e consciente , a atual diretoria da Embrapa cancelou experimentos de avaliação de feijão transgênico e impediu seu uso e consumo. A variedade é a mesma que foi desenvolvida pela instituição e lançada com muita euforia três anos atrás.Minhas observações: O Nagib está enganado: a diretoria não cancelou experimento algum, apenas aparentemente adiou a colocação no mercado. Digo “aparentemente” porque o texto da Nota Técnica, já retirada do portal da EMBRAPA, não deixava claro que poderia haver sequer este adiamento. Ainda que numa nota oficial, ainda online, a EMBRAPA apoie integralmente o feijão EMBRAPA 5.1 (https://www.embrapa.br/esclarecimentos-oficiais/-/asset_publisher/TMQZKu1jxu5K/content/tema-feijao-embrapa-5-1-), as reações negativas à Nota foram muitas e a diretoria, seguramente, deve nos próximos dias esclarecer a questão aos brasileiros, que merecem respeito e atenção de qualquer empresa, mormente uma que seja “nossa”, isto é, do Governo. Nagib:A Embrapa verificou pela experimentação científica no campo e sob condições naturais, que esta variedade seria inútil como técnica de controle de vírus de feijão.Minhas observações: Mais uma vez, o Nagib se engana: o que a EMBRAPA verificou era a existência de mais um novo vírus, mas isso em nada invalida a eficiência do feijoeiro EMBRAPA 5.1 no controle do vírus do mosaico dourado. Razão tem o Dr. Colli, não adotar o feijão GM por causa de outra virose é o mesmo que não tratar um paciente contra uma infecção por causa de outra, apenas porque os remédios são diferentes. Nagib: Há uma história dramática desde o lançamento e aprovação dessa variedade há três anos. A história vivida por nós agrônomos, Ambientalistas e geneticistas, e até jornalistas atraídos por falsa promessa, fez com que um deputado afirmasse antecipadamente, num jornal de grande porte, que nós (já) havíamos resolvido o problema da fome e alimentos no Brasil.Minhas observações: Deputados, eleitores e também cientistas podem se enganar e fazer escolhas e afirmações sem base na realidade, como a do deputado e, por que não, como as do Nagib neste texto ao Jornal da Ciência. A afirmação do deputado e estas aqui, do cientista, não podem ser levadas muito adiante. Há três anos, por decisão tomada por quinze integrantes de CTNBio, formado por representantes de ministérios como Defesa , Relações Exteriores e outros, autorizou plantio e consumo de feijão transgênico, enquanto quatro outros votos de saúde , Meio Ambiente e ONGs, defenderem realizar mais estudos. O Conselho de Segurança Alimentar (CONSEA) na mesma época – no mês de julho do mesmo ano – manifestou para a presidente da República sua preocupação com a atuação da CTNBio em relação a precaução e a violação ali cometida , e alertou para a insuficiência de estudos para liberação do feijão transgênico . Minhas observações: O Nagib propositalmente começa com os Ministérios que parecem ter menos relação com a avaliação de risco do OGM, escondendo ao leitor que, nos “outros” estão o Ministério da Ciência e Tecnologia, as sociedades científicas e o Ministério da Agricultura. Toda a celeuma histórica está comentado nos linkshttp://genpeace.blogspot.com.br/2011/10/avaliacao-de-risco-do-feijoeiro.html e http://genpeace.blogspot.com.br/2011/10/avaliacao-de-risco-do-feijoeiro.html , entre outros. Este último, aliás, comenta um artigo publicado em 2011 no mesmo Jornal da Ciência, que contém essencialmente as mesmas argumentações do Nagib. Nagib: Mais do que isso, foi voto vencido o relato de especialista relator que criticou o fato de estudos serem baseados em apenas 3 ratos ; número pequeno demais para chegar a conclusões estatísticas válidas de biossegurança. Mesmo assim todos machos abatidos antes de idade adulta apresentaram tendência de diminuição de tamanho de rins e de aumento do peso de fígado. Minhas observações: Foram muitos os relatores e só um viu “problemas”, até na tramitação do processo. A oposição foi voto largamente vencido porque não havia ciência nem substância legal em suas argumentações. Os experimentos com animais eram, desde o início, perfeitamente inúteis, porque não há novas proteínas expressas neste feijão e porque os dsRNA não resistem à fervura, mesmo que branda. Além disso, os grupos experimentais, ainda que pequenos (foram vários tratamentos), eram suficientes. Mas nada estatisticamente significativo foi observado. Está tudo no dossiê. Nagib: Desconsiderou-se também o alerta do relator que a legislação estava sendo atropelada, já que deixou-se de apresentar estudo ao longo de duas gerações de animais. Criticou-se que os estudos de campo foram feitos por apenas dois anos e só em três localidades, quando a lei exige testes em toda as regiões onde a planta poderá ser cultivada. Foi afirmado à imprensa, pelo responsável dos experimentes, que testes foram feitos em todos osEcossistemas enquanto o processo no CTNBio mostra que ensaios foram realizados somente na casa de vegetação. Minhas observações: Já comentado acima Nagib: A durabilidade de resistência ao vírus foi questionada, pois os dados mostraram que a primeira geração de sementes apresentou 30% de plantas suscetíveis a vírus, e se isso se repete a cada geração não haverá resistência no quinta ou sexta geração . É o mesmo que foi verificado ultimamente. O pior é que nenhuma dessas questões freou uma falsa euforia!Minhas observações: A interpretação do Nagib é inteiramente equivocada, coisa que me espanta por ele mesmo ser um melhorista. Tudo indica que nunca leu o dossiê nem perguntou uma vírgula ao Aragão ou ao Josias, apenas emprenhando pelas orelhas com o que ouve dos seus like-minded. Nagib: Há muitas lições para aprender, uma delas é que até lançar a variedade, ela custou, pelo valor de hoje, mais de 30 milhões de reais. Não seria bom coletar informações suficientes antes de começar, já que elas existem na literatura científica e são conhecidas por tudo mundo da área. A última foi há doze anos sobre como lançar uma mandioca resistente ao mosaico pela mesma técnica. Custou 15 milhões de dólares e terminou por ser abandonada após poucos anos. Minhas observações: As informações foram coletadas e comprovam largamente o que, desde o início, se sabia: a tecnologia é capaz de gerar uma variedade com imunidade robusta ao vírus, como acontece com mamoeiros e outras plantas. Se, em outra ocasião, a tecnologia falhou, isso de forma alguma invalida esta nova tentativa, até porque hoje se conhece muitíssimo mais sobre o mecanismo de interferência de RNA do que se sabia quando as primeiras tentativas foram feitas. É o avanço normal da tecnologia e é esta uma lição que o Nagib teima em não aprender. Nagib:O fato de que a CTNBio é constituída e decide com base e forma política, prejudica o país e o público consumidor. O caso do feijão mencionado acima é uma clara evidência . Há mais exemplos similares. O milho transgênico M 810 é proibido em toda a Europa; Ásia e até em países da África, que o rejeitou mesmo como presente, e preferiram morrer de fome do que intoxicadas. O Brasil é um dos muito poucos países que o aprovaram graças à CTNBio. As atribuições dessa comissão são legalmente designadas pela lei e pela ANVISA, mas infelizmente, por razões políticas, não são respeitadas. Minhas observações: aqui quem não respeita a verdade nem a CTNBio é o Nagib. A CTNBio decide de forma técnica e suas decisões são essencialmente iguais às de outras agências semelhantes (EFSA, OGTR, EPA+FDA e muitas outras). Aliás, o milho MON810 foi avaliado pela agência europeia (a EFSA), que o considerou seguro. Todos os países podem plantar, se quiserem, e assim o faz Espanha e Portugal. A proibição na França e em outros países (longe de serem todos, nem sequer maioria), esta sim, é fruto da política destes países. Ásia e África vêm adotando com frequência cada vez maior os transgênicos. India, China e África do Sul já os adotam faz muitos anos e agora entram novos países, como o Vietnam e Burkina Faso. O Japão não planta, mas aprova e consome quase todos os transgênicos produzidos no resto do Mundo. Não dá para acreditar que o Nagib não saiba disso e não dá para aceitar que venda esta inverdade aos seus leitores. Nagib: A última lição vem da decisão corajosa da atual diretoria da Embrapa, que poupou ao País muito sofrimento, e para eles levanto meu chapéu e me curvo respeitosamente. Minhas observações: pois é, cada um se curva frente ao seu ídolo de barro, ao sabor de sua ignorância ou de sua fé. Eu prefiro me alinhar do outro lado: o feijão é seguro e pode resolver um problema sério da agricultura, muito mais sério que o Carlavírus. Não me curvo a ideologia alguma, neste caso, mas apenas à Ciência e seus resultados. Que lição eu extraio deste episódio? Que a diretoria da EMBRAPA se deixa influenciar pelas hostes contra os transgênicos, que estão em toda parte no Governo e que prejudicam o país, propalando a falência da agricultura moderna e propugnando pela sua extinção. A substituição por um modelo agroecológico, embora ninguém saiba muito bem o que é isso (há muitas definições possíveis, infelizmente), levaria o Brasil para trás. Os dois modelos podem e devem coexistir e, quem sabe, com o tempo vamos migrando do modelo intensivo para o agroecológico, à medida que precisarmos (por várias razões) produzir menos comida e que pudermos fazê-lo de forma competitiva com uma agricultura alternativa ao agronegócio atual. Eu concluo com a seguinte observação geral: a opinião do Nagib é, na verdade, a opinião de um grupo relativamente heterogêneo que se opõe aos transgênicos por questões ideológicas. O que o Nagib escreveu e o que ele defende são talvez menos suas ideais do que as deste grupo, não apenas neste texto, mas em outros que tive a oportunidade de ler. Não há nada de errado nisso, desde que não se fale em nome da ciência e nem se apresente ao público como pesquisador na área da genética vegetal. |