sábado, 26 de março de 2016

Limão Tahiti


Tahiti


Mistura de Lima da Pérsia com Limão Cravo


quarta-feira, 11 de março de 2015

Monsanto revela que milho transgênico pode fazer mal à saúde



"O milho, um dos alimentos mais antigos da história da humanidade, atualmente tem a maior parte da sua produção destinada, no Brasil, ao consumo animal. Apenas cerca de 15% é para o consumo humano.

O problema em torno deste alimento, defendido por conter vitaminas A e do complexo B, proteínas e minerais como o ferro, fósforo, potássio e cálcio, tem fundamento na utilização do grão transgênico.



 Um artigo publicado no International Journal of Biological Sciences mostrou que o consumo da semente modificada tem efeitos negativos principalmente sobre fígado e rim, órgãos ligados à eliminação de impurezas7.

Embora suas propriedades nutricionais sejam mantidas, o estudo francês revelou que os grãos do milho transgênico apontam claros sinais de toxidade. O biólogo molecular Gilles-Eric Séralini e sua equipe puderam divulgar a pesquisa depois que um decisão judicial obrigou a Monsanto revelar sua própria análise dos grãos que manteve em sigilo impedindo que a informação se tornasse pública.

Os franceses então divulgaram a comparação dos efeitos das sementes MON 863, NK 603 e MON 810 sobre a saúde de mamíferos, sendo as duas últimas permitidas no Brasil, bem como sementes resultantes do seu cruzamento.



 No caso do NK 603, os dados apontam perda renal e alterações nos níveis de creatinina no sangue e na urina, que podem estar relacionados a problemas musculares. É por esse motivo que os pesquisadores destacam que o coração foi afetado nos ratos alimentados com esta variedade.



O quadro para o MON 810 não muda muito. Embora os machos em geral demonstrem maior sensibilidade a tóxicos, foram as fêmeas que apresentaram ligeiro aumento do peso dos rins, que pode corresponder a uma hiperplasia branda, geralmente presente quando associada a processos imunoinflamatórios.



 Os autores do artigo publicado no International Journal of Biological Sciences concluíram que os dados sugerem fortemente que estas três variedades de milho transgênico induzem a um estado de toxicidade, que pode resultar da exposição a pesticidas (glifosato e Bt) que nunca fizeram parte de nossa alimentação.





 A Comissão Técnica de Biossegurança, a CTNBio, informa que “o milho NK603 é tão seguro quanto às versões convencionais”, que a modificação genética “não modificou a composição nem o valor nutricional do milho”, que “há evidências cientificas sólidas de que o milho NK 603 não apresenta efeitos adversos à saúde humana e animal” e que “o valor nutricional do grão derivado do OGM referido tem potencial de ser, na realidade, superior ao do grão tradicional”. A CTNBio também avalia que no caso do MON 810 “os efeitos intencionais da modificação não comprometeram sua segurança nem resultaram em efeitos não-pretendidos” e que a “proteína é tóxica somente para lagartas”.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Relatório Consistente

Car@s Amig@s,

no ano de 2013 o Conselho Nacional de Segurança Alimentar realizou dois eventos chamados Mesa de Controvérsias nos quais reuniu técnicos, gestores, especialistas e representantes de organizações sociais para debater a situação dos transgênicos no Brasil e seus impactos sobre a agricultura e a segurança alimentar. Os debates ressaltaram a necessidade de se retomar o controle sobre a oferta de sementes no país, hoje cada vez mais dominada por empresas multinacionais, e de se aperfeiçoar e aumentar o rigor e a transparência dos processos de tomada de decisão sobre biossegurança e avaliação de risco das plantas e demais organismos transgênicos no Brasil.



terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Milho Orgânico

Boa notícia!
Boa providência!




Olá Pessoal:

Conforme decidido em nossa reunião de ontem, 26/01/2015, na sede da Embrapa Meio Ambiente em Jaguariúna solicitamos a todos os que tiverem informações sobre a localização de atuais plantações de milho em sistema orgânico, e que tenham vizinhos que cultivem milho OGM, que entrem em contato conosco, para que possamos efetuar a Fiscalização de Coexistência nas propriedades que cultivem transgênicos.

A fiscalização de propriedades que cultivam milho OGM é uma atividade de rotina do MAPA, e será realizada pelos técnicos do Setor de Sanidade Vegetal da Superintendência do MAPA em São Paulo.

Vale lembrar que não se trata de fiscalização das propriedades orgânicas, mas sim dos vizinhos que cultivam transgênicos.

As regras de coexistência, a respeito das quais o nosso setor tece severas críticas, só valem para agricultores que tenham vizinhos que cultivem milho em sistema orgânicos ou cultivares não OGM. 

A fiscalização trata do cumprimento da Resolução Normativa n°4/2007 da CTNBio que estabelece as distâncias de isolamento entre as culturas OGM e não OGM.

As informações (localização das propriedades que cultivem milho orgânico e tenham vizinho cultivando milho OGM) devem ser encaminhadas aos seguintes endereços: 

Obrigado.

Marcelo Silvestre Laurino
Fiscal Federal Agropecuário / Coordenador da CPOrg/SP
UOP Piracicaba / UTRA Campinas / SFA-SP
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Tel: (19) 3422-9505

 
  
Rua Campos Salles, 507 – Cidade Jardim
13.400-200 Piracicaba / SP
S 22°42’58.1” W 47°38’47.1”

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Coalho Transgênico


Disponibilizo os detalhes de dois tipos de coalho utilizado entre nós a título de exemplo como os transgênicos estão disseminados de forma subliminar em nosso cotidiano


CHY-MAX® MQuimosina oriunda do OGM Aspergillus niger utilizada para queijos



CHYMOSINS FROM GENETICALLY MODIFIED MICROORGANISMS

CHYMOSINS A AND B FROM GENETICALLY
    MODIFIED MICROORGANISMS

    First draft prepared by Dr F.S.D. Lin,
    Division of Toxicological Review and Evaluation
    Center for Food Safety and Applied Nutrition,
    US Food and Drug Administration

    1.  EXPLANATION

         Chymosins A and B derived from genetically modified
    microorganisms have not been previously evaluated by the Joint
    FAO/WHO Expert Committee on Food Additives.

         Chymosin, commonly known as rennin, is the principal milk-
    coagulating enzyme present in rennet.  Rennet, which has a long and
    extensive history of safe use in making cheese and other dairy
    products, is commercially prepared by aqueous extraction of dried
    fourth stomach of unweaned calves.  The aqueous extract contains a
    chymosin precursor, prochymosin, which is subsequently converted to
    enzymatically active chymosin.  Commercial preparations of calf
    rennet contain two forms of chymosin, A and B, usually in the
    proportion of about 40% of A and 60% of B.  Health aspects of rennet
    as a food ingredient were reviewed and evaluated at the fifteenth
    meeting of the Joint FAO/WHO Expert Committee on Food Additives in
    1972 (Annex 1, reference 26).

         Biochemically, chymosin (IUB No. 3.4.4.3) is a protein
    consisting of a single polypeptide chain of 323 amino acids with
    intramolecular disulfide linkages.  Chymosins A and B have been
    shown to differ only by one amino acid in the polypeptide chain; the
    former has an aspartic acid residue at position 286, whereas the
    latter has a glycine residue at the same position.

         Chymosin is produced intracellularly as preprochymosin. 
    Preprochymosin is shortened by 16 amino acids during secretion and
    appears in the stomach as prochymosin, which, in turn, is activated
    to chymosin by cleavage of an additional 42 amino acids.

         As a proteolytic enzyme, chymosin hydrolyses a specific bond in
    kappa-casein of milk, cleaving it into two peptides, para-kappa-
    casein and a macropeptide.  In milk, kappa-casein acts as a micelle
    stabilizer.  After this activity is destroyed by chymosin, milk
    coagulation occurs.  Chymosin A slightly exceeds chymosin B in
    proteolytic activity, whereas chymosin B is more stable at low pH
    (< 3.5) than chymosin A.

         In recent years recombinant DNA technology has made it possible
    to obtain calf chymosin as a fermentation product from
    nontoxicogenic and nonpathogenic strains of bacterium, yeast or

    filamentous fungus, which have been transformed with a plasmid
    vector containing a DNA sequence coding for the chymosin precursor. 
    Available biochemical evidence has established that the transferred
    prochymosin sequence can be expressed correctly in the new host
    organisms.  The prochymosin product has the same molecular weight as
    prochymosin found in calf rennet and it can be cleaved into chymosin
    that has the same chemical, physical and functional (enzymatic)
    properties as its mammalian counterpart.

         The three recombinant chymosins that were reviewed in this
    monograph, as well as their respective production organisms are
    identified below:

         (1)  chymosin A from  Escherichia coli K-12

         (2)  chymosin B from  Kluyveromyces lactis, and

         (3)  chymosin B from  Aspergillus niger var.  awamori.

    1.1  Chymosin A produced from  Escherichia coli K-12 containing
         calf prochymosin A gene

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Feijão

Repico esta matéria do Blog GenPeace, ratificando a sinergia com posturas coerentes e instrutivas contra esta peste que avassala a humanidade.



Em artigo enviado ao Jornal da Ciência e publicado em 22 de dezembro de 2014, o Dr. Nagib Nassar (UnB) defende decisão da Embrapa de não liberar o feijão transgênico e contesta posição da CTNBio (http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br/6-o-feijao-transgenico-decisao-e-licoes/) . Sua posição é diametralmente oposta à da maioria dos cientistas que se debruçaram sobre a avaliação de risco deste feijão (evento EMBRAPA 5.1) e que está resumidamente exposta emhttp://bch.cbd.int/database/attachment/?id=13795 . A seguir rebato, parágrafo por parágrafo, o texto do Nagib enviado ao Jornal da Ciência (SBPC), que já havia publicado outro texto sobre o assunto, de autoria do Dr. Walter Colli, com o qual me alinho inteiramente. Também publiquei aqui uma carta do Dr. Luiz Antônio Barreto de Castro, protestando contra novos atrasos na liberação comercial efetiva deste feijão.

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Nagib: Numa decisão inédita, corajosa e consciente , a atual diretoria da Embrapa cancelou experimentos de avaliação de feijão transgênico e impediu seu uso e consumo. A variedade é a mesma que foi desenvolvida pela instituição e lançada com muita euforia três anos atrás.
Minhas observações: O Nagib está enganado: a diretoria não cancelou experimento algum, apenas aparentemente adiou a colocação no mercado. Digo “aparentemente” porque o texto da Nota Técnica, já retirada do portal da EMBRAPA, não deixava claro que poderia haver sequer este adiamento. Ainda que numa nota oficial, ainda online, a EMBRAPA apoie integralmente o feijão EMBRAPA 5.1 (https://www.embrapa.br/esclarecimentos-oficiais/-/asset_publisher/TMQZKu1jxu5K/content/tema-feijao-embrapa-5-1-), as reações negativas à Nota foram muitas e a diretoria, seguramente, deve nos próximos dias esclarecer a questão aos brasileiros, que merecem respeito e atenção de qualquer empresa, mormente uma que seja “nossa”, isto é, do Governo.

Nagib:A Embrapa verificou pela experimentação científica no campo e sob condições naturais, que esta variedade seria inútil como técnica de controle de vírus de feijão.
Minhas observações: Mais uma vez, o Nagib se engana: o que a EMBRAPA verificou era a existência de mais um novo vírus, mas isso em nada invalida a eficiência do feijoeiro EMBRAPA 5.1 no controle do vírus do mosaico dourado. Razão tem o Dr. Colli, não adotar o feijão GM por causa de outra virose é o mesmo que não tratar um paciente contra uma infecção por causa de outra, apenas porque os remédios são diferentes.

Nagib: Há uma história dramática desde o lançamento e aprovação dessa variedade há três anos. A história vivida por nós agrônomos,
 Ambientalistas e geneticistas, e até jornalistas atraídos por falsa promessa, fez com que um deputado afirmasse antecipadamente, num jornal de grande porte, que nós (já) havíamos resolvido o problema da fome e alimentos no Brasil.Minhas observações: Deputados, eleitores e também cientistas podem se enganar e fazer escolhas e afirmações sem base na realidade, como a do deputado e, por que não, como as do Nagib neste texto ao Jornal da Ciência. A afirmação do deputado e estas aqui, do cientista, não podem ser levadas muito adiante.

Há três anos, por decisão tomada por quinze integrantes de CTNBio, formado por representantes de ministérios como Defesa , Relações Exteriores e outros, autorizou plantio e consumo de feijão transgênico, enquanto quatro outros votos de saúde ,
 Meio Ambiente e ONGs, defenderem realizar mais estudos. O Conselho de Segurança Alimentar (CONSEA) na mesma época – no mês de julho do mesmo ano – manifestou para a presidente da República sua preocupação com a atuação da CTNBio em relação a precaução e a violação ali cometida , e alertou para a insuficiência de estudos para liberação do feijão transgênico .
Minhas observações: O Nagib propositalmente começa com os Ministérios que parecem ter menos relação com a avaliação de risco do OGM, escondendo ao leitor que, nos “outros” estão o Ministério da Ciência e Tecnologia, as sociedades científicas e o Ministério da Agricultura. Toda a celeuma histórica está comentado nos linkshttp://genpeace.blogspot.com.br/2011/10/avaliacao-de-risco-do-feijoeiro.html e http://genpeace.blogspot.com.br/2011/10/avaliacao-de-risco-do-feijoeiro.html , entre outros. Este último, aliás, comenta um artigo publicado em 2011 no mesmo Jornal da Ciência, que contém essencialmente as mesmas argumentações do Nagib. 

Nagib: Mais do que isso, foi voto vencido o relato de especialista relator que criticou o fato de estudos serem baseados em apenas 3 ratos ; número pequeno demais para chegar a conclusões estatísticas válidas de biossegurança. Mesmo assim todos machos abatidos antes de idade adulta apresentaram tendência de diminuição de tamanho de rins e de aumento do peso de fígado.
Minhas observações: Foram muitos os relatores e só um viu “problemas”, até na tramitação do processo. A oposição foi voto largamente vencido porque não havia ciência nem substância legal em suas argumentações. Os experimentos com animais eram, desde o início, perfeitamente inúteis, porque não há novas proteínas expressas neste feijão e porque os dsRNA não resistem à fervura, mesmo que branda. Além disso, os grupos experimentais, ainda que pequenos (foram vários tratamentos), eram suficientes. Mas nada estatisticamente significativo foi observado. Está tudo no dossiê.

Nagib: Desconsiderou-se também o alerta do relator que a legislação estava sendo atropelada, já que deixou-se de apresentar estudo ao longo de duas gerações de animais. Criticou-se que os estudos de campo foram feitos por apenas dois anos e só em três localidades, quando a lei exige testes em toda as regiões onde a planta poderá ser cultivada. Foi afirmado à imprensa, pelo responsável dos experimentes, que testes foram feitos em todos os
Ecossistemas enquanto o processo no CTNBio mostra que ensaios foram realizados somente na casa de vegetação.
Minhas observações: Já comentado acima

Nagib: A durabilidade de resistência ao vírus foi questionada, pois os dados mostraram que a primeira geração de sementes apresentou 30% de plantas suscetíveis a vírus, e se isso se repete a cada geração não haverá resistência no quinta ou sexta geração . É o mesmo que foi verificado ultimamente. O pior é que nenhuma dessas questões freou uma falsa euforia!
Minhas observações: A interpretação do Nagib é inteiramente equivocada, coisa que me espanta por ele mesmo ser um melhorista. Tudo indica que nunca leu o dossiê nem perguntou uma vírgula ao Aragão ou ao Josias, apenas emprenhando pelas orelhas com o que ouve dos seus like-minded.

Nagib: Há muitas lições para aprender, uma delas é que até lançar a variedade, ela custou, pelo valor de hoje, mais de 30 milhões de reais. Não seria bom coletar informações suficientes antes de começar, já que elas existem na literatura científica e são conhecidas por tudo mundo da área. A última foi há doze anos sobre como lançar uma mandioca resistente ao mosaico pela mesma técnica. Custou 15 milhões de dólares e terminou por ser abandonada após poucos anos.
Minhas observações: As informações foram coletadas e comprovam largamente o que, desde o início, se sabia: a tecnologia é capaz de gerar uma variedade com imunidade robusta ao vírus, como acontece com mamoeiros e outras plantas. Se, em outra ocasião, a tecnologia falhou, isso de forma alguma invalida esta nova tentativa, até porque hoje se conhece muitíssimo mais sobre o mecanismo de interferência de RNA do que se sabia quando as primeiras tentativas foram feitas. É o avanço normal da tecnologia e é esta uma lição que o Nagib teima em não aprender.

Nagib:O fato de que a CTNBio é constituída e decide com base e forma política, prejudica o país e o público consumidor. O caso do feijão mencionado acima é uma clara evidência . Há mais exemplos similares. O milho transgênico M 810 é proibido em toda a Europa; Ásia e até em países da África, que o rejeitou mesmo como presente, e preferiram morrer de fome do que intoxicadas. O Brasil é um dos muito poucos países que o aprovaram graças à CTNBio. As atribuições dessa comissão são legalmente designadas pela lei e pela ANVISA, mas infelizmente, por razões políticas, não são respeitadas.
Minhas observações: aqui quem não respeita a verdade nem a CTNBio é o Nagib. A CTNBio decide de forma técnica e suas decisões são essencialmente iguais às de outras agências semelhantes (EFSA, OGTR, EPA+FDA e muitas outras). Aliás, o milho MON810 foi avaliado pela agência europeia (a EFSA), que o considerou seguro. Todos os países podem plantar, se quiserem, e assim o faz Espanha e Portugal. A proibição na França e em outros países (longe de serem todos, nem sequer maioria), esta sim, é fruto da política destes países. Ásia e África vêm adotando com frequência cada vez maior os transgênicos. India, China e África do Sul já os adotam faz muitos anos e agora entram novos países, como o Vietnam e Burkina Faso. O Japão não planta, mas aprova e consome quase todos os transgênicos produzidos no resto do Mundo. Não dá para acreditar que o Nagib não saiba disso e não dá para aceitar que venda esta inverdade aos seus leitores.

Nagib: A última lição vem da decisão corajosa da atual diretoria da Embrapa, que poupou ao País muito sofrimento, e para eles levanto meu chapéu e me curvo respeitosamente.
Minhas observações: pois é, cada um se curva frente ao seu ídolo de barro, ao sabor de sua ignorância ou de sua fé. Eu prefiro me alinhar do outro lado: o feijão é seguro e pode resolver um problema sério da agricultura, muito mais sério que o Carlavírus. Não me curvo a ideologia alguma, neste caso, mas apenas à Ciência e seus resultados. Que lição eu extraio deste episódio? Que a diretoria da EMBRAPA se deixa influenciar pelas hostes contra os transgênicos, que estão em toda parte no Governo e que prejudicam o país, propalando a falência da agricultura moderna e propugnando pela sua extinção. A substituição por um modelo agroecológico, embora ninguém saiba muito bem o que é isso (há muitas definições possíveis, infelizmente), levaria o Brasil para trás. Os dois modelos podem e devem coexistir e, quem sabe, com o tempo vamos migrando do modelo intensivo para o agroecológico, à medida que precisarmos (por várias razões) produzir menos comida e que pudermos fazê-lo de forma competitiva com uma agricultura alternativa ao agronegócio atual.


Eu concluo com a seguinte observação geral: a opinião do Nagib é, na verdade, a opinião de um grupo relativamente heterogêneo que se opõe aos transgênicos por questões ideológicas. O que o Nagib escreveu e o que ele defende são talvez menos suas ideais do que as deste grupo, não apenas neste texto, mas em outros que tive a oportunidade de ler. Não há nada de errado nisso, desde que não se fale em nome da ciência e nem se apresente ao público como pesquisador na área da genética vegetal.